domingo, 16 de janeiro de 2011

Fim de viagem e as ocorrências com o carro

Novamente fizemos o trecho Foz do Iguaçú / São Paulo sem escalas. Como eu já disse na ida, as estradas estão boas e o que pesa é o pedágio. Como uso o pagamento automático (Sem Parar) ainda não fechei o valor final, mas os pedágios são muito caros, principalmente no Paraná. As estradas estão bem conservadas mas pagar R$ 12 por uma pedágio em uma estrada de pista única que nem terceira faixa nas subidas não tem é demais. Os paranaenses reclamam há anos destes pedágios e tem razão.

A viagem terminou com 7676 km, conforme prova abaixo :-)
Saímos de São Pedro de Atacama com um pouco mais de 4.000km, mas fizemos diversos passeios e desvios, tanto na ida quanto na volta. Estimamos um pouco menos de 3.000km em uma hipotética trajetória direta.

O único incidente com o meu carro foi um pneu destruído na Argentina, quando fazíamos um passeio de Salta para Cachi. O pneu furou e como a estrada tem muitas costeletas e é lenta, demorei pra perceber. O resultado foi um bom prejuízo financeiro e uma manhã perdida, quando estávamos em Purmamarca. Tive que ir a Jujuy, onde há um bom apoio de serviços e encontrei o pneu original do meu carro. Encontrei o revendedor no excelente saite da Bridgestone da Argentina em http://www.firestone.com.ar/.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Survivor kit no carro

Estive fora sem postar devido primeiro a dificuldade de ter uma internet wi-fi consistente nos quartos e segundo pois minha primeira missão aqui foi cuidar do bem estar da minha pequena filha de 3 anos. Geralmente quem se dedicou mais a manter o blog alimentado foi o maridão, que conferindo, fez um ótimo trabalho.

Bem. vou seguir com minhas contribuições pensando em crianças nessa viagem ou pensando em familia. De um modo geral a geladeira/refrigerador emprestado pelo companheiro foi de extrema importancia: lá mantivemos alem de água gelada ou minimamente fresca para todos, outros itens de boa contribuição para que nossa filha encarasse a longa joranada diaria - leite em caixinha com canudo que compramos em Jujuy, sucos diversos e água de coco de trouxemos de SP Brasil, frutas sempre que disponiveis e possíveis. Na aduana na Argentina perguntaram se tinhamos frutas e demos uma de "joão sem braço" e passamos, mas na aduana (vistoria Sanitaria) do Chile em San Pedro do Atacama não fomos perdoados nem de frutas frescas ou secas... o leite e carnes enlatadas estavam em uma caixa de papelão no fundo e não foi resgatado.

Sempre carrego lencinhos de papel e lencinhos umedecidos que sempre são uteis, para as crianças e para os adultos.... mas a nossa filha foi marcando de xixi e as vezes "numero 2" de SP a SPedro de Atacama e até agora na volta tambem. O mais dificil é na altitude ou frio ou super calor ficar carregando a criança para que seja atendido o clamor da natureza. Confesso que a 3000m rola uma falta de ar tremenda ao final dos trabalhos.....

Água compramos durante todo o trajeto e nós acreditamos que o bom comportamento da nossa filha nas variações de altitude sem grandes maus estares se deve a hidratação e alimentação continua.

A partir de Salta até o retorno a propria Salta, o ambiente desertico ou de baixa umidade do ambiente, somado a muita poeira, castiga a nossa pele. Muito hidratante, para os adultos e inclusive para a criança foi usado. Tivemos queimadura por frio e seca, nas bochechas, combatidas com muito hidratante. Nos labios sempre protetor Labelo para os adultos e a filha com uma manteiga de cacau. Levei tambem um Rinossoro na Farmacinha, mas confesso que usei mais que nossa filha, o meu nariz sofreu mais chegando a ter placas sanguinolentas de catarro. Meu marido e a filha tiveram sangramento no nariz. Cada um sentiu a baixa umidade a sua forma.

Por hoje é só, retorno mesmo depois de finalizada a viagem com outras contribuições. Agora. mesmo cedo, me recolho. Amanhã é nossa ultima perna da viagem: Foz a SP. Saimos cedo e apesar da viagem deliciosa, sinto saudades da nossa casa e nossa coisas.

Voltando ao Brasil

No dia seguinte, saímos de Termas de Rio Hondo para Corrientes (onde dormimos) e de lá para Foz.

No caminho entre Santiago del Estero e Resistência passamos pela estrada mais estranha do trajeto. Ela é apontada no mapa como asfaltada, mas o trecho inicial, desde a RN 34 até a cidade de Suncho, só tem uma pista, compartilhada por quem vai e quem volta. E bastante movimento ...

Ruta Nacional 89
Depois disso a estrada melhora e chegamos a Corrientes no fim da tarde. Essa é uma cidade muito simpática, à beira do Rio Paraná. Quente e úmida, foi mais ou menos um marco do final da viagem.

De lá, reservamos um hotel em Foz, novamente pelo Booking.com. Em Foz vamos ficar um dia, na beira da piscina, para todo mundo recarregar as pilhas. Amanhã dormiremos em casa.

Pretendemos ainda escrever um pouco mais nesse blog, para que sua leitura seja um pouco mais facilitada.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Voltando por um caminho um pouco diferente

Minha ascendência espanhola é tecnicamente muito pequena (um bisavô), mas algumas características culturais me foram transmitidas. A principal delas é não gostar de voltar pelo mesmo caminho da ida.

Dessa forma, planejamos um pequeno desvio no norte da Argentina. Saindo de Cafayate, ao invés de voltar para  Salta, o que tornaria a nossa jornada de volta mais longa. Voltamos por Tucumán e Santiago del Estero,

Pegamos a RN 40 e depois a RP 307 até a RN 38 e RN9. Paramos para dormir a cerca de 70km de Santiago del Estero, em uma cidade chamada Termas de Rio Hondo.

A RP é linda, uma serra de curvas estreitas e uma estrada que estava em péssimo estado, mas que está atualmente em reforma. Um passeio muito bonito, que vai a 3000m de altitude e termina em uma linda cidade de veraneio, a beira da represa, chamada Tafi del Valle. Ali comemos em um restaurante bonitinho e arrumado, mas com uma comida meia boca. Bem ao lado, compramos um bom salame artesanal e uns alfajores caseiros muito bons, para um pic-nic no dia seguinte.
RP 307

Tafi del Valle
Nosso destino, Termas de Rio Hondo, é um balneariozinho simples, com um comércio de bugigangas, bares e restaurantes. O pitoresco é que a cidade está toda sobre uma fonte de água quente. Nos hotéis, tem-se uma torneira extra para a água termal diretamente na banheira do quarto, além de belas piscinas.
O bizarro aqui, no entanto, é que o pessoal só vem pra cá no verão. Cerca de 70% dos hotéis estavam simplesmente fechados, assim como a maioria dos restaurantes. O centro da cidade estava em obras e mesmo alguns hotéis abertos também estavam. Acabamos caindo em um bom hotel (Los Cardones), mas um pouco mais caro do prevíamos (300 pesos).

Ao final valeu. O banho termal recarregou as pilhas de todos e jantamos em um restaurantezinho no centro que não vale a menção.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Em Cafayate

Na ida, optamos por não vir a Cafayate, uma cidade famosa por seus vinhos feitos com uvas cultivadas na altitude média de 1.800m. A cidade, de clima bastante seco, é famosa especialmente pelos seus vinhos brancos, da uva Torrontés, ainda que tenhamos provado e comprado alguns bons tintos por aqui.

A cidade é super charmosa, com muita gente jovem (mochileiros 18-25 anos) andando pelas ruas e muitas famílias, especialmente do pessoal da região de Salta. Durante o dia chegam alguns ônibus de turistas, mas é a noite que a cidade ganha um charme especial, com todo mundo na praça central se divertindo a seu modo. Nossa filha passeou de bicicleta e de burrico: uma farra.

Novamente enfrentamos horários tardios para as refeições. O serviço de jantar começa pra valer, mesmo, às 21hs. Nossa filha está tendo que se adaptar bastante nessa viagem.

O objetivo de quase todos por aqui são as vinícolas. Provamos alguns vinhos em duas bodegas e nosso carro ficou 24 garrafas mais pesado. O número de vinícolas só não foi maior porque nossa filha começou a nos cobrar para fazer outra coisa e o número de garrafas foi limitado pelo espaço no carro.

Se você estiver sem filhos pequenos a dica é alugar uma bicicleta na cidade e sair pedalando pela região. Num raio de 5km dá pra visitar umas 10 vinícolas, no mínimo.


Saímos de Cafayate com a grata satisfação de termos esolhido parar nessa cidade. Ficamos no hotel Los Sauces, um hotel pequeno e charmoso perto do centro. Reservei pelo site booking.com antes de sair de Salta, porque não queria surpresas e ter que ficar procurando um hotel na cidade antes de nos divertir.

A estrada desde Salta não é ruim, mas nessa época é muito sujeita a alagamentos, inclusive com interrupções temporárias do trânsito, por isso, se for viajar entre dezembro e março, dê uma folga de tempo para esse trecho.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O começo da volda: de San Pedro a San Antonio de los Cobres e Salta

Optamos por voltar por um caminho diferente do caminho da ida, através do Paso de Sico, saindo de San Pedro de Atacama com destino a San Antonio de los Cobres na Argentina.

Essa foi a melhor aventura off-road do roteiro. Na verdade apenas essa e a ida ao El Tatio podem ser considerados passeis off-road. Em todo o resto do trajeto as estradas eram asfaltadas ou  de rípio em muito bom estado (estradas de rípio são estradas de cascalho).

A estrada está em bom estado na maior parte do trajeto, e tem muito pouco movimento até cerca de 50km de San Antonio, quando começa alguma atividade econômica na região.

No caminho, lindas paisagens, ainda mais belas do que as do Paso de Jama, nosso caminho de ida. Salares, montanhas multicoloridas, lhamas, flamingos e alguma vegetação são avistadas durante o trajeto, que é um pouco menos árido do que o outro.

Mas não é um caminho para quem não tem um bom carro off-road. Existem muitos bancos de areia no trajeto, que seriam bem difíceis de ser superados com um carro sem tração integral e uma boa altura livre do solo. Mesmo assim, mantivemos uma média de velocidade excelente, em torno dos 65km/h, bem acima da expectativa. Dessa forma, conseguimos chegar a San Antonio no começo da tarde e prosseguir para Salta.

San Antonio é uma cidade feia, com poucas opções de hospedagem e muitos pedintes nas ruas, uma coisa que só vimos aqui. Dá a impressão de que 100% da população vai paras as ruas tentar vender uma miniatura de lhama ou pedir uma moeda mesmo. A cidade é empoeirada como todas, mas sem nenhum charme.

Se San Antonio tivesse o charme de Purmamarca, ou mesmo de Tilcara (que é bem menos interessante, mas ainda assim muito melhor) seria uma excelente opção para um pernoite e reduzir a jornada desse dia em cerca de duas horas e meia, tempo que levamos para cobrir os 160km que separam San Antonio de Salta. A estrada não é propriamente ruim, mas é estreita, tem muitas curvas e 40km não são asfaltados.

Seguem algumas fotos do trajeto:


domingo, 9 de janeiro de 2011

Finalizando em San Pedro

No último dia fizemos uma rápido passeio às ruinas de Quitor, que valem a pena. No resto do dia tempos um tempo no Hotel para que a nossa pequena recarregasse as baterias para a travessia de volta da Cordilheira dos Andes.

Minha impressão final de San Pedro foi parecida com a que eu escrevi no primeiro post: uma cidade de turismo para alternativos, que está se estruturando para uma estrutura mais convencional. Bares e restaurantes se esforçam para ter um bom padrão de serviços e de comida, ainda que nem sempre com êxito.

O comércio de apoio, como mercearias e kioskos, é totalmente focado em mochileiros, com tudo de bom e de ruim que isso possa ser. Tivemos dificuldade de abastecer o carro com comida para a viagem de volta, pela pouca oferta de produtos como sucos e enlatados.

Continuamos comendo razoavelmente bem, descobrindo a grande ofertas das excelentes cervejas chilenas. Nossa preferida foi a Austral, especialmente a variedade Calafate, uma cerveja levemente aromatizada com a frutinha de mesmo nome. Mas Kunstmann e Escudo não fazem feio e nem deixam saudades das cervejas padronizadas da Imbev, onipresentes tanto no Brasil quanto na Argentina.

O clima castiga muito em San Pedro. Depois de alguns dias a secura do ambiente, aliada à poeira, destrói o seu nariz. Não há soro fisiológico que seja suficiente, mas se resistir bem a isso, San Pedro é uma cidade para se conhecer lentamente, alugando bicicletas para os passeios mais próximos da cidade, como as ruínas de Quitor.

Ficar apenas 4 noites em San Pedro foi o suficiente para conhecer as suas atrações, mas não para curtir a cidade, que mereceria mais um ou dois dias a mais.

Nossa reserva no Hotel Terrantai cobria apenas as três primeiras noites e depois nos mudamos para o Kimal, outro Hotel Butique muito charmoso.No entanto ambos falham muito na qualidade dos serviços. O Terrantai ganha um pouco nesse quesito, mas o seu restaurante está péssimo. Li em alguns blogs de viajantes diversos elogios ao restaurante, mas parece que mudaram o chef. A comida estava abaixo da média e faltavam alguns itens no cardápio.

Uma dica importante para quem viaja com crianças é que em nenhum dos hotéis é fácil fazer uma boquinha à tarde.No Terrantai serviam uns sanduíches, mas em um dos dias, das três opções do cardápio só havia o misto quente. No Kimal nem isso.